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17 por 12

11/Jan/2017 a 10/Fev/2017

A Revolução Pernambucana e o Olhar Simbólico

Esta exposição realizada pela Companhia Editora de Pernambuco com produção e participação da Arte Plural Galeria é uma interessantíssima homenagem aos 200 anos da Revolução de 1817, o momento mais importante da forte história libertária formadora de ideias que se tornaram o suporte da identidade política, cultural e social dos pernambucanos. Homenagem interessantíssima por não se tratar de exposição tradicional de documentos e imagens de arquivo, mas de obras de arte encomendadas para este fim a um grupo artistas locais. Os doze artistas convidados trabalharam sob a inspiração de temas propostos numa sequência destinada a mostrar simbolicamente aquele momento heroico. A ideia, porém, é maior que isto, pois surgiu com a intenção de, ao criar a versão 2017 de seu tradicional calendário, render homenagem ao bicentenário daquele fato histórico fundamental na bela peça gráfica: “… o espírito libertário permanece até hoje em cada pernambucano”, diz o texto de apresentação. Para tanto a CEPE convidou 12 artistas plásticos a fim de criarem as obras que ilustram o calendário e realizar a consequente produção destas obras. Eles são pela ordem: Jeims Duarte, Helder Santos, Daaniel Araújo, Bruno Vilela, Beto Viana, Plínio Palhano, Jéssica Martins, Gio Simões, Roberto Ploeg, George Barbosa, Renato Valle e Rinaldo Silva.

Os temas históricos foram a principal categoria das artes plásticas acadêmicas, isto é, da arte oficial ensinada e produzida pelas academias de belas artes de base didática francesa, que vigorou como modelo das artes plásticas até meados do
século passado. Na academia a pintura histórica tinha a maior importância, seguida pela pintura de retratos, de paisagens e de naturezas mortas.
Na arte moderna, mesmo que a academia não mais vigore ainda a encontramos, principalmente em forma de murais, porém desligadas das amarras que tinham com o realismo da figura ou a precisão iconográfica. Importante foi, como exemplo, a exposição “A Batalha dos Guararapes: um olhar contemporâneo” realizada no Museu do Estado em 1994; o mural de Francisco Brennand “Batalha dos Guararapes” instalado em 1952 na Rua das Flores, centro da cidade; os murais pintados por Lula Cardoso Ayres nas paredes do antigo aeroporto; o quadro de José Cláudio referente à bandeira da Revolução; e o quadro de Tereza Costa Rego “Mulheres de Tejucupapo”, um verdadeiro mural tanto em formato quanto em linguagem narrativa, medindo 2.20m x 1200m, seu mais recente trabalho.

Como referência às imagens da arte acadêmica e ainda como objetos de comparação estilística, exposição conta também com reproduções dos três quadros de autoria do pintor fluminense Antônio Parreiras, pintados há exatos 100 anos quando da comemoração do 1º Centenário da Revolução Pernambucana. Os quadros são:
“José Peregrino, 1817”, pertencente ao acervo do Palácio da Redenção em João Pessoa,
“A benção das bandeiras de 1817” que pertence ao Arquivo Público do Estado de Pernambuco; e “O julgamento de frei Miguelinho”, da Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte.

O Calendário CEPE 2017 segue um roteiro na linha do tempo como se fossem 12 estações de uma via-crúcis destinada a formar uma narrativa temática com a história de seus mártires, onde as estações foram escolhidas entre eles para formar este belo e instigante conjunto que apresentamos.